Memorial
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Voos matutinos: acalmam-se aves
em velas ancoradas
em ébrios cantos de tambores
e caveiras, e
serpentes
dentro dos santuários à boca
da terra e o martírio
fala
na senda
dos pássaros, o corpo dourado
em cinesias,
a ressuscitar certos papéis mortos
a ressuscitar certos papéis mortos
à boleia das cinzas,
a paragem obrigatória no teu rosto.
a paragem obrigatória no teu rosto.
O cansaço
abraça
a traça das rochas, estéril em subtileza,
a traça das rochas, estéril em subtileza,
negando-se
em nativas vigílias, era aqui que
em nativas vigílias, era aqui que
coleccionavas alguns símbolos
da última ceia, os nomes bíblicos
da última ceia, os nomes bíblicos
firmavam
um bizarro acordo
um bizarro acordo
partitura de coros pela estrada
em chamas,
que consumiam as asas.
Em místicas sentidas,
venenosas, frágeis, havia essa boca
sem olhos - ainda,
deserto virgem que fosse puro fabrico
sobre as dunas
a vertigem do vocábulo. Em que lugar
a vertigem do vocábulo. Em que lugar
os mortos,
acaso o tempo abraçasse em teu corpo
a última
sílaba -
memorial que evocasse o primeiro
acto
inacabado
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