A construção das coisas
© Michael Kenna Atiras o rosto contra o lume como se de um exercício se tratasse, essa longa crispação em chamas, o odor inefável do perigo, a tentativa efémera de abandonar a fronte sobre o ferro. Amadurecem gotas de água sobre a estátua, os rios multiplicam o oceano, os cães ladram à lua caindo sob a sorte das casas. Tão vago é o labirinto do acaso, tão curto é o vento sob os passos que adormecem o eco entre as casas, doze espelhos para uma só imagem, abro a porta - estou só e abro a porta. Olha: - eles vestem certamente a noite com uma uma pista imaginária e virão evadir-se pela escada - razão porque os espero, há tantas palavras em jornais que podem servir de álibi, cartas que revelam nomes, profissões, locais, idades. Enquanto vejo os números, - visita-me a ideia de...