Animatógrafo
© Rolland András Flinta Quando os teus olhos enchem os bolsos de pedras há esse dia que reflecte o crepúsculo no espelho da cidade, e a voz antiga abre a porta do animatógrafo a partir do chão até à geometria das alturas, esse olhar descendo para os absurdos pavimentos das ruas, e estátuas desmoronam, regressam pelas memórias. Há cromos repetidos para trocar em qualquer ocasião: - Numa pausa de recreio, à espera de um cacilheiro - numa esquina de rua, sobre a ponte à hora de ponta, esses espaços em branco darão lugar a outros espaços, simples como a troca de palavras, transfigurando o velho no insólito: - Fáquir estrangeiro ao mal dos corpos, as imagens ambíguas transpiram em contra-luz no paradoxo do actor, o teatro das sombras - o corpo da máquina e um degrau da história onde as escadas fabricam a ondulação dos corpos em vagas anónimas; certo s...